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Os Sinos Históricos de Diamantina

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Além da Vesperata, das serestas e demais representações musicais, a musicalidade em Diamantina se expande também aos sinos das igrejas históricas. Com inúmeros toques diferenciados e cada um com seu significado, os sinos são as vozes das igrejas.

 

Este patrimônio imaterial brasileiro sempre influenciou a vida das pessoas, em uma época em que não havia muitos meios de comunicação, os sinos se encarregavam disso, tradição esta que ainda se mantem, mas que é desconhecida por grande parte da população.

De tradição Portuguesa, os sinos nasceram católicos, reservados à Igreja. Os católicos dizem que os sinos indicam a presença de Deus no local, daí a tradição de quando se entoa um sino, Deus observa e ouve a prece com mais atenção.

O primeiro sonar de um sino, no Brasil, se fez presente na missa realizada em Porto Seguro no ano de 1500. Diversas variações e criações foram aparecendo na linguagem comunicativa dos bronzes que através dos sineiros noticiavam os acontecimentos locais.

As invasões, revoltas, fugas, cerimônias festivas e religiosas, mortes e outros acontecimentos ao longo de nossa história foram marcados pela presença sonora dos sinos, com seus toques dobres e repiques.

A igreja estabeleceu de uma forma bastante vaga padrões a serem seguidos ao se tocar os sinos, alguns deles obedecidos até hoje. Essa linguagem percussiva dos sinos, pode ser ouvida ainda hoje em várias cidades mineiras como Diamantina, Ouro Preto, Mariana, e São João Del Rei.

Diversos modelos e tamanhos de sinos podem ser encontrados em Diamantina, seus encantos e sonar, não deixe de apreciar.