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As sibilas: um atrativo único em Diamantina e em Minas Gerais

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Desde o século VII a.C, poucas histórias tiveram um alcance temporal tão longo e sobrevivente em tantos e distintos espaços como a das sibilas. Com registros mais antigos na Babilônia, as Sibilas e seus oráculos, migram da extensa transformação espiritual entre oriente e ocidente para a cultura greco-romana, se apresentam em grande medida como uma fonte autônoma de revelação divina.

Como seres mortais, as profetisas faziam a ligação entre o que era estranho à religião e o sagrado, atendendo às necessidades humanas de se comunicar com os superiores, ultrapassando os limites normais ao saber dos acontecimentos que estavam por vim.

A pintura mais antiga que se conhece é a da Sibila Dafne, que está no Museu Arqueológico Nacional de Nápoles na Itália, data do primeiro século depois de Cristo, representando a Sibila com um ramo de louro na mão, símbolo da sua atividade profética e Apolo ao seu lado.

Em Diamantina, na Capela de Nosso Senhor do Bonfim, no arco da capela-mor, que se encontram quatro sibilas: Tiburtina, Délfica, Líbica e Frígia, representadas em meio corpo, são as únicas até hoje conhecidas no Brasil.

Além das pinturas do teto da Igreja do Bonfim, há também em Diamantina um ciclo de véus quaresmais, chamados de panos sibilísticos, datados dos séculos XVIII e XIX que eram utilizados para cobrir os altares das Igrejas durante a Semana Santa.

Dos nove panos sibilísticos que foram inventariados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, sete deles, encontram-se, atualmente, em Diamantina. O mais antigo se localiza no templo carmelita, tratando-se da sibila Frígia, envolvida em elementos decorativos de falsa arquitetura. Os atributos dessa pintura repetem-se na sibila Líbica, que está pintada no teto da capela de Nosso Senhor do Bonfim.

A história das sibilas atiça a imaginação das pessoas, sua capacidade de adaptação está ligada aos primórdios mais desconhecidos e encobertos de nossa cultura e religiosidade.

 

Texto baseado na pesquisa da professora Maria Cláudia Orlando Magnani

Edição Minhas Gerais Turismo

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